Qual o sentido da vida?

Quem quiser, por obra de qualquer instinto sadomasoquista, causar um curto circuito no cérebro, basta que se pergunte para que serve a existência no sentido filosófico. Tentar perceber qual o propósito de estarmos aqui, no meio de tantos, o porque levamos a vida a fazer o que quer que façamos. Eu prefiro a solução mais fácil, não pela preguiça mental que por vezes me assola, mas por concluir que, ao nível filosófico, não existe nível filosófico que explique a razão da vida, e, consequentemente, sentir a inócua sensação de que não há, nem houve, nem haverá um rumo traçado para mim nem algo que explique a minha existência sem que seja de um ponto de vista biológico/científico.

A ciência explica por observação objectiva de factos e retira daí a conclusão definitiva ou plausível de que a vida (existência), deu-se porque, de alguma forma, se terem criado um conjunto de condições para que florescesse e evoluísse para aquilo que reconhecemos como vida.

A Filosofia resigna-se a várias especulações insuficientes e constantes que tentam conferir um significado para a nossa posição no Cosmos, e embora eu ache que somos de facto uma espécie formidável – e utilizo a espécie humana só por ser a realidade que conheço – não me considero mais do que um dispositivo biológico bem desenhado que tenta sobreviver e quiçá perpetuar-se por meio da reprodução (se bem que, filosoficamente falando, aos 24 anos a ideia de ser pai assuta-me).

E se acham que me sinto mais só e perdido por pensar desta forma, saibam que sou tão solitário quanto os outros, e agora que fritei o meu cérebro limitado a tentar explicar aquilo que sinto, agora, que nem num mês recuperarei a “motherboard” danificada só por querer soltar na web uma ideia paranóica sem, provavelmente, vir a encontrar uma alma que mediga aos gritos “Eu penso exactamente como tu! Queres casar comigo?!?!”, assim saio de cena, com ares de poeta maldito, enquanto digo adeus a esta existência despropositada e cruel.

P.S.: Se houver alguém que pense exactamente como eu, saiba que sou solteiro, bonitinho, simpático e razoavelmente problemático e que a única coisa que por instinto procuro na vida é descobrir aquilo que filosoficamente nem acredito.

Sobre como vemos o mundo

Oi galeres, tudo bom? Sem resenha hoje, vim pra bater um papo com “mecês”.
Já faz um tempinho que eu comecei a me indagar sobre a mente humana e, como já dizia meu pai, cada ser humano é um universo e isso faz sentido pra muitas pessoas, mas eu parei pra analisar isso um pouco mais a fundo.

(Alerta de fumação de banana aqui, porque talvez isso apenas não faça sentido pra você, caro leitor)

E se damos nomes iguais pra coisas diferentes? E se a raiva que você sente é diferente da minha?
Pensa comigo: quando você era apenas uma criança e começou a chorar porque alguém brigou com você, te ensinaram a dar o nome de “tristeza” a isso. Quando outra criança tomou um brinquedo da sua mão, você aprendeu que o nome disso era “raiva”. Será que sentimos na mesma intensidade? Será que nós não estamos usando um nome muito padrão para algo que não é tão padrão assim? Muitas vezes me pego sentindo “algo” que nem sei dizer o que é… isso faz sentido pra mim.

Depois de muito pensar, cheguei a uma constatação: cada ser humano está sozinho em seu mundo de percepções. Isso parece muito triste pra você? Estranhamente, pra mim não é.
Pra não ficar me achando estranha, decidi tentar entender o motivo pelo qual não acho isso triste, e acabei percebendo que o motivo é simples: a arte.
Sim, meine Freund, a arte, porque através dela as pessoas tentam traduzir e compartilhar suas percepções. Isso significa que se todos pudessem facilmente compartilhar seus universos particulares, ou todos fossem iguais de mente, não haveria tanta criatividade advinda de um esforço enorme pra se fazer entender pelos outros.

Então, colegas de planeta, o que vocês pensam sobre isso? Podem comentar se sentirem vontade, eu ficaria feliz em ler suas percepções sobre esse assunto.

Resenha – Depois de você

Com mais de 5 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo, Como eu era antes de você conta a história do relacionamento entre Will Traynor e Louisa Clark, cujo fim trágico deixou de coração apertado os milhares de fãs da autora JojoMoyes.

Em Depois de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la.

Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece começar a se encaixar, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.

Esse livro foi bem controverso no mundo literário, houve quem amou e quem odiou essa continuação da história da Lou. Eu, particularmente, acho que o primeiro livro terminou de forma trágica, porém, aceitei que era o fim, mas mesmo assim gostei quando fiquei sabendo que teria continuação, achava justo a Lou conhecer outra pessoa e superar o Will, talvez por isso me decepcionei um pouco com o desenrolar da história.

A protagonista passa por momentos difíceis quando encontra essa pessoa do passado de Will e acho que isso vai a afastando cada vez mais de uma superação que já estava bem complicada. Por mais que ela frequente a terapia e tenha pessoas ao seu lado que tentam ajudá-la, de alguma forma ela acaba se perdendo cada vez mais. São decisões difíceis que ela tem que tomar e o medo de escolher errado está presente em todo momento.

Quando descobri que terá um terceiro livro, fiquei feliz e aliviada, porque definitivamente não gostei de como terminou sua história.Espero que a autora ajude Louise a se encontrar de alguma forma, tanto em sua vida profissional quanto pessoal. Aguardo ansiosa pelo lançamento.

Depois de você

Autora:  JojoMoyes

Editora  Intríseca

Resenha – Cem Anos de Solidão, livro de Gabriel García Márquez

Lembro-me até hoje do dia em que meu professor de filosofia pediu para que a classe fizesse um ensaio sobre o livro “Cem Anos de Solidão”, do escritor colombiano Gabriel García Márquez. Eu fiquei encantada já que finalmente um professor passou um livro que não era fininho para que todos lessem, visto que em literatura todos tinham no máximo 150 páginas.


“Cem Anos de Solidão” é uma obra literária do gênero Romance, lançada em 1967. Conta a história dos Buendía, que viviam na vila fictícia de Macondo. O tempo acompanha todas as gerações que viram uma das personagens – Úrsula – ainda viva (e ela viveu entre 115 e 122 anos).

A verdade é que muitas vezes eu confundia algumas personagens por causa dos nomes parecidos, mas a minha edição tinha uma árvore genealógica (não sei se todas têm).

Os personagens que mais me chamaram a atenção foram Rebeca e Pietro Crespi, e meu ensaio foi justamente sobre os dois, em especial sobre os possíveis problemas psicológicos de Rebeca.

Uma curiosidade bacana é que a música “Banana Co” do Radiohead é inspirada na obra e, se você precisa de um bom motivo pra lê-la, basta que eu lhe diga que esta foi considerada a segunda obra de maior importância de toda a literatura hispânica, perdendo apenas para “Dom Quixote”, segundo o Congresso Internacional da Língua Espanhola


Singular personagem

Apresentação por outrem
Como me esquecer
De singular personagem
Que antes do anoitecer
Destacou-se na paisagem
Roupas escuras
Olhar curioso…
Risada obscura…
Seu cumprimento, afetuoso…
Conversou um pouco
Pediu estadia…
Indiquei-lhe uma taverna
Que lhe serviria de moradia
Chamou-me a beber
Não resisti à tentação
Levei-o a uma taverna…
Onde sobrava bebida e diversão
Não tinha familiares
Muito menos profissão
Ganhava alguns trocados
Com seus versos e violão…
No decorrer da noite
Já bêbado, virou atração
Logo um estardalhaço…
Desse palhaço querendo atenção…

Ebook: Sorrisos Quebrados

Aproveitando o crescente mercado de livros digitais, eu venho hoje falar de um livro de uma autora portuguesa, chamada Sofia Silva, que foi lançado de forma independente no site da Amazon.

O livro se chama Sorrisos Quebrados, é um Romance/Drama, que conta a história de Paola e André e como ambos superaram seus medos e traumas do passado.

Paola é uma mulher apaixonada por artes, simpática e de sorriso fácil, casada com Roberto, que à primeira vista era um homem perfeito para qualquer mulher, desejado por muitas, mas que só tinha olhos para uma. Porém, após um tempo de casados se mostrou cruel e abusivo de várias formas, chegando ao ponto de cometer uma atrocidade com sua esposa.

Paola se tornou uma mulher quebrada. Se mudou para uma clínica, onde recebeu todo apoio e foi acolhida com grande carinho, além do tratamento para superar tudo o que passou, Paola também se dedicou às tintas e aos pincéis e cada dia coloria sua vida com sua arte. Nessa clínica ela conheceu André, pai de uma encantadora criança chamada Sol, ele vivia em um mundo cinza e sombrio, devido aos problemas que passou ao lado de Sol e por ter abandonado sonhos que agora pareciam tão distantes.

Paola e André, ao longo do livro, passam por momentos tensos, sensuais, emocionantes e vale muito a pena mergulhar nessa leitura poética , que trata de assuntos tão próximos da realidade e tocam fundo na nossa alma.

Link do livro: https://www.amazon.com.br/Sorrisos-Quebrados-Sofia-Silva-ebook/dp/B01MRU57I2/ref=sr_1_1?ie=UTF8&qid=1488665341&sr=8-1&keywords=sorrisos+quebrados